Aprender Bodyboard e as Manobras de Bodyboard / 2 de 2

Chegados a este ponto, é altura de abordar outras manobras. À medida que avançamos, cada manobra aqui explicada sobe de dificuldade.  ...

Chegados a este ponto, é altura de abordar outras manobras. À medida que avançamos, cada manobra aqui explicada sobe de dificuldade. 

O mesmo posso dizer à explicação dada sobre como realizar as manobras. Daqui para a frente a demonstração escrita de como realizar as manobras será menos minuciosa, pois com o dificultar das mesmas, torna-se difícil de as explicar.
Já abordei diversas manobras de índole básico para que te possas iniciar. Está na hora de passares realmente à acção e levantares voo...literalmente!

EL ROLLO

O El Rollo é das manobras mais executadas nos dias de hoje. Esta ganha um carácter importantíssimo porque, na minha opinião, antes de executares outras manobras aéreas, deves dominar bem o rollo.

 Digo isto porque é uma manobra de relativa facilidade de execução que te ajuda imenso a entender o que é bater no lip da onda e a suas forçar/projecção. Mas isto até pode não ser aplicável a muita gente.

Quando te encontras na onda, tens de te focar no exacto ponto da onda esta começa a quebrar: o lip. É este que te vai projectar e ajudar na execução de qualquer manobra aérea.

Então, ao focares o lip, “desenhas” um bom bottom-turn de modo a ires de encontro a este. Utilizas a força que ele que te oferece para desenhares um arco perfeito, rodando no ar de cima para baixo. O lip é o que te projecta e ajuda-te a realizar a manobra quase por si só. 

Com mais ou menos força/velocidade, dependendo da qualidade do lip e do timing em que lhe bateste. Pensa bem no movimento antes de o executares e, principalmente, como e onde aterrar.

Quando te iniciares na tentativa de fazer um El Rollo, lembra-te que é o lip que te projecta, e não tu que te projectas fazendo força no lip e tentar rodar no ar por ti mesmo. É o que normalmente os newbies fazem no início da aprendizagem do rollo.




BARREL/TUBO

Bem, a essência de qualquer desporto de ondas está aqui. O tubo. É o que mais procuramos na busca de ondas. Aquele buraco infinito que nos "cospe" seco do seu interior.

O tubo não é uma manobra. Mas exige uma boa linha e saber controlar a prancha, de modo a encaixar no seu interior da melhor maneira. Isto porque cada tubo é um tubo e estar posicionado de um modo pode não servir para um tubo mas servir para outro.

Nesta altura, já deves dominar o bottom-turn, saber andar na onda e saber travar. É o essencial para conseguires um bom tube riding.
Ao dropares uma onda, executas um bom bottom-turn de modo a não perderes velocidade. Se o tubo for muito rápido, convém teres toda a velocidade possível para conseguires sair dele.

 Se for mais lento, após o bottom-turn, podes travar de modo a que a onda avance mais depressa do tu e consigas encaixar no seu interior.
Para acelerares, chegas o teu corpo um pouco para a frente na prancha. Aproximadamente até teres os ombros quase (ou mesmo) ao nível do nose. Para travares, usa as pernas até que a onda te cubra e possas andar no tão desejado tubo.

O tubo requer muita prática. Tens de aprender a analisar o tubo e o modo como ele será para conseguires agir antes deste começar a bombar.




REVERSE SPIN/INVERTIDO

O invertido é o mesmo que o 360º, com a diferença que a rotação é feita no sentido oposto à onda. Se quiseres chama-lhe 360º invertido. Eu não digo que seja muito necessário saber primeiro fazer o 360º antes de passar ao invertido. Conheço muito boa gente que saca grandes invertidos e 360º está quieto. Mas vejamos o conceito:

1 - na zona certa da onda, dás um impulso com a tua anca ao mesmo tempo que o teu peso é balanceado para a frente. Não te esqueças, levanta as pernas (cruza-as);

2 - o próprio movimento da anca será a tua alavanca para arrancares para a rotação. Não te esqueças que a cabeça deve estar virada para o lado que vais rodar de modo a ajudar ao movimento e mantém a prancha alinhada paralelamente com a água de modo a não a enterrares.

Repara, sendo que nesta altura já deves saber fazer o 360º, escusado será dizer que tens de rodar para o lado oposto à onda para executares o invertido. Ou seja, se a onda é esquerda, rodas para a direita, se for direita, rodas para a esquerda.

Qualquer dúvida em relação ao movimento, consulta a dica sobre o 360º e aplicas, basicamente, o conceito mas para rodar para o lado contrário. Continuas a exercer pressão no rail de fora (no caso de onda esquerda, mão direita e vice-versa), mas aqui o impulso da anca e o alinhamento da prancha na água são fundamentais. Tenta executar a manobra no lip ou numa junção, pois é muito mais espectacular de se ver e realizar.




ARS/AIR ROLLO SPIN

Tal como o nome indica, o ARS é uma manobra que combina o rollo com o 360º, sendo executada no ar. Ao executares um El Rollo, quando te encontras na fase de descida, mantém a prancha "colada" ao teu peito e...aqui é que se complica. Até a explicação por escrito. No fim da rotação no ar, com o peito junto à prancha, exerces força na anca, com a ajuda das pernas, de modo a gerar uma rotação no ar. 

Deves, também, ter em atenção que deves chegar-te bem à frente na prancha – os ombros ao nível do nose -, desta maneira aterras paralelamente à água e não te magoas tanto no impacto. É uma manobra algo complicada de se executar. Já nem digo de extrema dificuldade, porque hoje em dia muitos o sabem fazer tranquilamente. 

Mas lembro-me de o próprio Mitch Rawlins ter admitido à uns anos que o ARS era o seu ponto fraco, pois não encaixava de maneira alguma com a manobra.
Quando terminares a manobra, ou seja, na queda, certifica-te que alinhas a prancha de modo a conseguires prosseguir na onda.




FORWARD OFF THE LIP SPIN/360º AÉREO

O 360º já foi bastante discutido ao longo deste artigo. Já o deves dominar...certo?? Então, o 360º aéreo, remete para exactamente o mesmo conceito inicial. A diferença aqui, é que para o 360º aéreo, deves ir de encontro ao lip ou topo da onda, com bastante velocidade para conseguires a rotação e aterrar na onda de modo a continuares nela.

Nota que, quando te encontras no topo da onda, após um bottom-turn bem puxado, deves iniciar o movimento de rotação antes de descolares. Quando descolas, exerce algum peso para a frente da onda para não correres o risco de acabares atrás dela - não é exercer um peso exagerado como que descolar do lip quando mal lhe tocaste. 

É simplesmente equilibrar o corpo de modo a sentires que não vais sair para trás da onda. Isto é algo que explicado é complexo, mas com a prática no bodyboard vais saber dosear os movimentos e as suas execuções. 

Ou seja, descolas em movimento de rotação ao mesmo tempo que o teu corpo está balanceado para a frente da onda.

NVERT AIR




Eu acho esta manobra brutal. De uma radicalidade fantástica e, quando bem executada, representa muito bem o que é o bodyboard e a força das suas manobras. Não é a minha preferida, mas está perto. 



Ver o Mitch Rawlins nos filmes a executar esta manobra, é qualquer coisa de espectacular.
O invert consiste em bater no lip da onda e sair para a frente desta com o slick a apontar totalmente para a praia. Apenas e só isto. 

Dito assim parece fácil. Esta manobra requer uma excelente leitura da onda...do lip essencialmente. Tens de conseguir perceber o exacto momento em que tens de subir na onda e bater no lip.

Quanto melhor for calculado, quanto mais velocidade no bottom-turn adquirires, maior o aéreo que mandas, mais tempo para executar a manobra no ar, mais animal se torna o movimento:

1 - fazer um bottom-turn bem arrojado em direcção ao lip;

2 - no exacto momento em que o teu corpo se começa a moldar ao lip, ou seja, a prancha está, basicamente, em rotação com o lip, a tua cabeça já começa a apontar para baixo. Isto vai fazer com que o peso do corpo seja transferido para a frente e saltas para a frente da onda;

3 - assim que bates no lip, viras a prancha de modo a que o slick fique a apontar para a praia;

4 - na aterragem, tenta estar bem posicionado em cima da prancha para não te magoares. Quando estás no ar, tenta abrir as pernas. O visual da manobra é muito mais espectacular.





            AIR REVERSE/INVERTIDO AÉREO

A minha manobra favorita. É simplesmente espectacular o modo como se pode aproveitar altas junções para voar completamente fora da onda com uma leveza incrível.

A execução desta manobra é, normalmente, facilitada pelas junções, mas também é realizada em ondas que não junções.
Pensando numa...junção, quando vês o aproximar desta, tens de ter um timing perfeito para subires na onda e conseguires fazer a manobra.

Então, fazes o bottom-turn...quando bates no lip, fazes exactamente igual ao invertido, movimento da anca, pernas para cima (cruza-as se faz favor!), rotação da cabeça. A diferença é que não aplicas tanta pressão no rail de fora. Se fizesses pressão, então nem levantavas voo.

Deste modo, o movimento quase que se realiza por si só. É exactamente do mesmo modo que fazes o 360º invertido, com a diferença da pressão a aplicar no rail exterior. Neste caso, és peso pluma para que consigas voar e rodar bem alto.

Também é possível executar a manobra num lip normal, isto é, sem ser numa junção. Mas requer muito mais capacidade e força física para conseguir mandar a manobra e aguentar a onda.



BACKFLIP

O backflip ou mortal. Aviso já, antes de tentarem a manobra, aqueçam bem as costas e a zona lombar. Lesões graves podem advir desta manobra. Más aterragens podem originar problemas físicos sérios.

Tal como digo acima, esta manobra é o executar de um mortal. Analisas a onda como se de um invert ou air reverse se tratasse. O lip tem de estar no ponto, senão a manobra não dá em nada.

Fazes o bottom-turn e executas um princípio do invert: na subia, a cabeça começa a acompanhar o movimento da prancha em volta do lip, ficando a apontar para baixo. Quando sentes que estás solto do lip, aplicas o princípio do ARS: prancha junta ao corpo.

 Depois, com a anca, dás um impulso para cima, de modo a que realizes o movimento. As pernas também ajudam ao movimento com a anca, exercendo peso para a frente, para que a rotação seja feita. Cruza as pernas mesmo antes de a rotação ter sido executada. Dá um brilho diferente à manobra.
No fundo, quando bates no lip, dobras todo o teu corpo em direcção à tua cabeça. É isto que faz com que faças o movimento do backflip.




GORF/AIR HUB/INVERT TO AIR REVERSE/GYROLL/DOUBLE ROLL/DROPKNEE

Bem, o artigo está mesmo a terminar. Falta abordar aqui algumas manobras. Estas são menos conhecidas, mas existem. Mas pessoalmente, nunca vi executarem um Air Hub ou Gyroll.

Mas começo pelo dropknee. Hoje em dia diz-se que o dropknee está a morrer. Bem, se é verdade ou não, não consigo dizer. Mas continuo a ver bastantes riders por aí dedicados ao dropknee. 

O dropknee não é uma manobra, mas sim um estilo. O estilo de dropar ondas com um pé e um joelho em cima da prancha. Manobras, existem várias. Desde o 360º ao El Rollo e dos conhecidos Snaps e Floats.



O Gorf é um frontflip. Lembro-me de ver no DVD Liberdade de Movimento, o Laranja a abusar desta manobra a torto e a direito.
Invert to Air Reverse. Um pouco como o ARS, o que aqui está em jogo é o executar de um invert e terminar num air reverse. O Dallas Singer é um exímio executante desta manobra.

Double Roll, é um duplo rollo. Raríssimo de se ver porque exige muita velocidade na execução do movimento.
Air Hub e Gyroll...nunca vi! Ou se vi, não sabia que assim se chamavam.
Vídeo Gorf





Essa matéria foi cedida e autorizada sua reprodução pela site insidebb.

Acesse insidebb e veja mais sobre bodyboard.

Related

Vídeo Aulas. 4427953589960330066

Postar um comentário

emo-but-icon

SIGA-NOS

+ VISTA

INSTAGRAM


WORLD-TOUR


PRA VOCÊ

Olá comunidade do bodyboarding, estamos de cara nova, curta nosso site e acompanhem todas as noticias do esporte!

item