Associações de Surf e Bodyboarding entregam alimentos no lixão de Ilhéus

O surf ilheense tentar viver dias melhores e um dos motivos é a visão dos dirigentes que está sendo ampliada através de ações diferenc...



O surf ilheense tentar viver dias melhores e um dos motivos é a visão dos dirigentes que está sendo ampliada através de ações diferenciadas. A agência Rip Star Idéias vem dando consultoria as empresas, algumas delas estão acreditando no trabalho que visa o desenvolvimento esportivo, cultural e social.


Pensando nisso, o Circuito Ilheense de Surf e Bodyboarding em 2011 cobrou de inscrição 3kg de alimentos dos atletas e revertidos para comunidades do lixão e um centro de recuperação de pessoas que entraram para o mundo das drogas, sob responsabilidade do surfista Marcelo, localizado no Banco da Vitória.


Em casa etapa foram recolhidos aproximadamente 300 quilos de alimentos e o presidente da Associação Ilheense de Bodyboarding e assessor da Ilheense de Surf, Victor Kruschewsky, foi ao lixão entregar o material e conversar com a líder da cooperativa em que vivem as 120 famílias em condições sub-humanas no lixão. 

moradores do lixao

Acompanhado pelo empresário Francisco Correia, da Maxcoisas, uma das empresas com responsabilidade social, Victor conversou com dona Deisemeire, se informando das condições atuais do lixão, constatando até a presença de lixo hospitalar no local.

"Sinto um prazer inigualável em poder ajudar pessoas que precisam tanto e são esquecidas só porque são pobres. É triste sabermos que existem pessoas sem coração aqui em Ilhéus, que trocam a cerveja do final de semana, por uma cesta básica que poderia ajudar essas crianças e adultos.

lixo hospitalar
 Não vemos os políticos, supermercados ajudando-os em nada. Mas nós do Bodyboarding e surf não poderíamos fazer parte de uma maioria, e enquanto pudermos fazer ações como essa, que não resolve, mais ajuda, estaremos aqui dando algum apoio", comenta o jornalista.

A situação no lixão é precária e faz qualquer ser humano pensar até onde irá a desigualdade social. "Certa vez, quando eu estagiava numa rádio comunitária em Maceió, onde me formei em jornalismo, recebi uma ligação de um repórter que estava no pronto-socorro com uma mãe que acabara dando uma carne do lixão e seus dois filhos tiveram infecção intestinal grave. 

lugar onde o xorume é desaguado

O mais chocante foi ouvir que a carne não era de vinda de um animal e sim uma carne que tinha sido retirada de um câncer de mama, sendo misturada ao lixo doméstico. Aquilo mudou minha forma de pensar na vida, me revoltando constantemente com as desigualdades e dando valor a toda infra-estrutura que tive na vida.", complementa Victor.

lixo hospitalar2
 "Aproveito o espaço para agradecer o apoio da Bivolt Energy Drink, uma empresa nova e com uma visão diferenciada, a Maxcoisas, Bricio da Backdoor, seu Luiz da Pro Recarga, Estácio e equipe da TV Santa Cruz, equipe Surfbahia, A Tribuna, Folha da Praia, R2cpress, Cristiano da Monitori, Makai Surf Shop, pessoas que não me pediram um real para divulgar e apoiar o esporte como instrumento de mudança social.

 Quero ter forças para continuar o trabalho e fazer a coisa realmente acontecer com ajuda dos atletas, poder público e privado, contamos com o apoio de todos.", finaliza Victor.

Veja no vídeo abaixo e nas fotos em anexo como anda a situação do lixo em Ilhéus e que ações como essa de surfistas e bodyboarders sejam vistas mais vezes.


http://www.youtube.com/watch?v=d9qfIeXNpZA - Segunda etapa do Ilheense, doação de alimentos e a etapa.

Matéria enviada por: victor kruschewsky

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